A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, na manhã da última terça-feira (16), um homem foragido da justiça do Estado de São Paulo. A ação ocorreu após os policiais receberem informações de que o suspeito estaria escondido na zona rural do município de Pendências. Diante das informações, foram realizadas diligências que resultaram na localização e prisão do investigado. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça da cidade de Itu/SP, pelo crime de homicídio. Após os procedimentos de praxe, o homem foi conduzido à delegacia e encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O caso
O crime aconteceu no dia 11 de maio, em uma casa localizada na Rua José Carlos da Silveira, Vila Lucinda, em Itu. Gilberto Soares da Silva, 39 anos, era primo do investigado e recebeu pelo menos 18 facadas. Ele chegou a ficar internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas faleceu no dia 22 do mesmo mês. Na época, Gilberto que era natural de Cacimba de Dentro, interior da Paraíba, deu toda a ajuda necessária para o primo para que ele se estabelecesse em Itu, inclusive, cedeu um cômodo de sua casa para ele morar. A vítima chegou a emprestar um dinheiro para o parente com as condições de que ele lhe devolvesse. Oito meses se passaram, o homem arranjou um emprego, mas a dívida não foi paga. Segundo informações de familiares, todas as vezes que Gilberto cobrava o primo, ele fazia ameaças dizendo que ia matá-lo. No dia do crime, o acusado foi até o imóvel e desferiu os golpes contra Gilberto. O cenário foi de terror: sangue espalhado para todos os lados. O Índio, como era conhecido na região, lutou bravamente pela vida, mas seu quadro era gravíssimo. Na ocasião, a Polícia Militar foi acionada, buscas foram feitas na redondeza e o local foi preservado até a chegada da perícia técnica. Após o crime, o indivíduo sumiu e não foi mais visto pela cidade. A única irmã que Gilberto tem na cidade, a Gilvaneide resolveu todas as questões burocráticas para fazer o velório e sepultamento de Gilberto em Itu, pois a família é humilde e não tinha condições de fazer o translado.
Colaboração: Hemerson Barbosa/ Portal Página Aberta