A sessão plenária realizada na última segunda-feira (04), na Câmara Municipal de Porto Feliz – foi bastante conturbada. Na ocasião, foi aprovado por seis votos contra cinco para a abertura de uma comissão de investigação e processante contra a vereadora Lúcia de Fátima Caballero (União Brasil), após ser acatada a denúncia do munícipe Roberto Bezerra Leite. No texto, o reclamante alega que Lu Caballero feriu o regimento interno ao proferir palavras como “idiotas e palhaços”, após os parlamentares pedirem adiamento do projeto de lei 21/2025 – de sua autoria em que previa instituir no município de Porto Feliz, o banco de ração. Após repercussão de que a vereadora pode ser cassada, manifestantes tomaram as dependências do legislativo portofelicense e hostilizaram os vereadores que votaram a favor da comissão. Após fazerem o uso da palavra, os vereadores Luiz Antônio Gutierre Ruiz “Teco” e Pascoal Laturrague, ambos do (MDB), foram hostilizados pela plateia. Vários xingamentos foram efetuados contra os parlamentares. Com os ânimos alterados, a sessão precisou ser interrompida por pelo menos três vezes. Já os vereadores Odélio Leite, André Bizan e Adilson Casagrande, fizeram uso da palavra em apoio a Lu Caballero. A situação ficou tensa após a presidente da Câmara, Roselene Maria de Souza dos Santos, pastora Roselene (Podemos), votar favorável à comissão processante que pede a cassação da colega. “Esperávamos que a Roselene fosse em defesa da vereadora e não contra. É um absurdo!. Como pode ela ir contra uma mulher?”, esbravejavam os manifestantes que acrescentaram: “Todos os projetos e requerimentos em benefício da população que a Lu apresenta são rejeitados. O pedido de cassação dela é de cunho político”, ponderaram. Com a votação que foi por intermédio de sorteio, o vereador André Bizan de Oliveira (PRD), será o presidente; Marcelo Tuani vice e Pascoal Laturrague membro. No uso da tribuna livre, Lu Caballero diz estar confiante de que não perderá o cargo, que segundo ela, foi por decisão popular. A vereadora explica que recorrerá a justiça.