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Homem que matou namorada e colocou fogo é condenado a 38 anos de prisão

Joberson Dias da Silva Filho, 23 anos, foi condenado a 38 anos e oito meses de prisão em regime fechado pela morte de Michele Pedroso Gavioli, 26 anos. O Tribunal do Júri aconteceu na tarde desta quarta-feira (06), começou às 13h e terminou às 19h20, acatou a tese sustentada pelo promotor de Justiça Dr. Luiz Carlos Ormeleze, por feminicídio e ocultação de cadáver, bem como a destruição do corpo. A decisão foi proferida pelo juiz Dr. Hélio Vilaça Furukawa. No entendimento do magistrado, a pena do feminicídio foi aplicada diante do sofrimento em que a vítima passou. “Era uma menina trabalhadora, cheia de sonhos que foram interrompidos. Infelizmente ele tirou esse direito dela”, desabafa Célia Mara Pedrozo Gavioli, mãe de Michele. “A gente cria um filho com tanto amor e carinho e ter que passar por isso. A gente nunca espera ter que enterrar um filho”, diz o pai Reginaldo Aparecido Gavioli. Os familiares acompanharam o Juri e comemoraram a sentença.

Relembre o caso

Na noite do dia 16 de novembro de 2024, uma câmera de monitoramento registrou o momento em que o Joberson sai de uma residência na Cidade Nova com Michele no colo, a coloca desacordada dentro de um Fiat Pálio prata e deixa o local. O carro da vítima foi encontrado queimado com um corpo carbonizado às margens da Rodovia Castello Branco (SP-280), em Sorocaba. Suspeita – se que o individuo a matou no imóvel e fez a desova para não levantar suspeita. Três dias depois, em 19 de novembro, Joberson foi preso pela Polícia Militar no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro e foi levado ao 12º Distrito Policial.Angústia. Mesmo sabendo que se tratava de Michele, os familiares viveram momentos difíceis à espera dos exames para a confirmação de sua identidade. Os resultados só saíram no dia 21 de maio. Com a liberação do Instituto Médico Legal (IML), ocorreu o velório e sepultamento no cemitério municipal de Itu.

Foto: Divulgação